Há um cansaço que não vem do corpo,
mas de algum lugar profundo da alma,
onde as palavras já não alcançam
e o silêncio começa a pesar
mais do que qualquer jornada.
É quando a vida parece perder cor,
como um céu que esqueceu o amanhecer,
e as coisas que antes tinham significado
passam diante dos olhos
como páginas que já não se leem.
O coração continua batendo,
mas os motivos se escondem,
e o mundo segue falando alto
enquanto por dentro
tudo pede apenas descanso.
Nesse ponto, o tempo se arrasta
e a esperança parece distante,
como uma luz pequena no fim de um caminho
que os pés cansados
já não sabem se conseguem percorrer.
Mas até o silêncio mais profundo
guarda uma semente escondida:
às vezes a vida perde o sentido por um momento
não porque terminou,
mas porque ainda está tentando renascer.