quinta-feira, 28 de maio de 2026

A Palavra que Fere Também Julga


Não falarás mal de teu próximo,
porque toda palavra lançada ao vento
encontra caminho de volta ao coração.
A língua pode ser espada escondida
ou ponte silenciosa de misericórdia.

Não lhe farás mal algum,
nem com as mãos, nem com os olhos,
nem com o veneno discreto das calúnias.
Há dores que não deixam marcas na pele,
mas rasgam lentamente a alma humana.

Quem aprende a amar vigia os próprios lábios,
pois sabe que a maledicência
é sombra que cresce no escuro do orgulho.
O homem sábio prefere o silêncio honesto
à vitória construída sobre a humilhação do outro.

Bem-aventurado aquele que protege a honra alheia,
mesmo quando possui razões para ferir.
Porque a bondade verdadeira
não nasce da ausência de conflitos,
mas da escolha de não devolver o mal recebido.

E quando o coração vence a tentação da ofensa,
o espírito encontra descanso.
A paz floresce onde houve compaixão,
e Deus habita silenciosamente
naqueles que transformam palavras em luz.

Cf. D&C 42,27.