quinta-feira, 11 de junho de 2026

A Sabedoria do Silêncio


Quem guarda a sua boca
ergue um muro de prudência ao redor da alma.
Suas palavras passam pelo crivo da reflexão,
e o coração encontra repouso
na serenidade de quem sabe esperar.

Há força escondida no silêncio oportuno,
como a raiz profunda que sustenta a árvore.
Nem toda verdade precisa ser lançada ao vento,
nem todo pensamento exige voz;
a sabedoria conhece o tempo de falar.

A língua descuidada corre como rio sem margens,
levando consigo promessas, segredos e amizades.
Uma palavra impensada pode ferir mais que uma espada,
e um instante de imprudência
pode deixar marcas por muitos anos.

Mas aquele que vigia seus lábios
aprende também a vigiar seus caminhos.
Seu falar torna-se fonte de paz,
e suas palavras, sementes de entendimento,
florescem onde antes havia conflito.

Guardar a boca é guardar a alma,
é proteger o tesouro invisível do coração.
Pois quem fala com prudência preserva a vida,
mas quem abre demais os lábios sem discernimento
encontra a ruína que suas próprias palavras construíram.

Cf. Pv 13,3.