Bem-aventurados os que reconhecem suas faltas,
e não escondem as sombras do próprio coração.
Quando se voltam para o Senhor com sinceridade,
encontram a porta da misericórdia aberta
e o abraço que restaura a alma cansada.
O arrependimento é como chuva sobre a terra seca,
fazendo brotar vida onde havia desolação.
Ele não apaga a história vivida,
mas transforma o caminho adiante,
revestindo de esperança os dias futuros.
Felizes os que deixam para trás a iniquidade,
renunciando ao orgulho que os mantinha cativos.
Sua caminhada torna-se mais leve,
pois a luz divina dissipa as trevas
e conduz seus passos pela vereda da paz.
Mas ai daquele que endurece o coração,
recusando ouvir a voz que o chama ao retorno.
Quem despreza a verdade e rejeita a graça
permanece preso às próprias correntes,
afastando-se da fonte da vida.
Por isso, enquanto há tempo, voltemo-nos ao Senhor,
que é rico em bondade e compassivo em amor.
Seu perdão alcança o humilde que se arrepende,
e sua misericórdia renova o espírito abatido.
Bem-aventurados os que retornam a Ele; ai dos que não se arrependem.
Cf. Hel 13,11.