quarta-feira, 11 de março de 2026

Lealdade no Silêncio


Lealdade não se promete
como quem entrega palavras ao vento.
Ela nasce quieta,
longe dos aplausos
e das juras que o tempo costuma apagar.

Não precisa de discursos longos
nem de testemunhas reunidas.
Cresce no gesto simples,
na presença que permanece
quando todos os outros já foram embora.

Há quem fale muito de fidelidade,
mas desapareça na primeira tempestade.
A lealdade verdadeira
fica de pé no meio do vendaval,
mesmo quando ninguém a vê.

Ela não cobra reconhecimento,
nem exige medalhas.
Apenas caminha ao lado,
segurando o peso do outro
como se fosse também o seu.

Por isso, quem é leal quase não fala.
Porque sabe:
a verdade mais profunda das relações
não se declara em promessas —
se prova no silêncio.