Que a voz do Alto ecoe no silêncio das nossas quedas,
e onde a morte parecia definitiva,
nasça um sopro novo, invisível e eterno,
erguendo o que estava prostrado,
como luz que não pede permissão para brilhar.
Do pó das dores e dos erros ocultos,
Deus nos chama pelo nome que nunca esqueceu,
e Sua mão, marcada de amor,
rompe as pedras que fechavam nossos sepulcros,
fazendo da perda um começo inesperado.
Pela força da ressurreição, somos recriados,
não apenas no corpo, mas na esperança,
e aquilo que era fim torna-se passagem,
um limiar entre o que fomos
e o que a graça ainda deseja formar.
E da morte eterna, sombria e silenciosa,
somos resgatados pela expiação que nos envolve,
como um abraço que não condena, mas restaura,
restituindo ao coração sua dignidade perdida,
e à alma, o caminho de volta para casa.
Então, no Reino que não conhece ocaso,
nossos lábios cantarão o que hoje apenas cremos,
e a eternidade será louvor sem fim,
porque tudo será graça, tudo será Deus,
e nós, finalmente, plenamente vivos.
Cf. 2Né 10, 25.