domingo, 5 de abril de 2026

Forjados no Silêncio das Rupturas


Os homens mais fortes
não nasceram de aplausos,
mas do estilhaçar das confianças
onde o abraço virou ausência
e a palavra se fez lâmina.

Foram moldados no frio da decepção,
onde promessas se desfazem como pó,
e cada queda ensina em silêncio
que nem todo amor permanece
e nem toda presença é abrigo.

Carregam cicatrizes invisíveis,
marcas de quem um dia jurou ficar,
mas partiu deixando ecos
que doem mais que a própria partida,
ensinando a caminhar sem amparo.

E ainda assim, seguem de pé,
com o coração remendado pela fé,
não pela ausência da dor,
mas pela coragem de não se tornarem
aquilo que um dia os feriu.

Assim se erguem, firmes e serenos,
não por esquecerem a traição,
mas por transformarem a dor em força,
e fazerem do próprio quebranto
o alicerce de quem aprenderam a ser.

Cf. Mt 26,47-50.