Quem está conduzindo a sua vida
quando o pensamento se perde em névoas densas
e o coração grita mais alto que a razão?
Há passos dados sem escolha, sem presença,
como folhas levadas por um vento que não se vê.
A mente confusa abre espaço ao turbilhão,
e as emoções, indomadas, tomam o leme.
O corpo apenas segue, obediente e cego,
traçando caminhos que não foram decididos,
apenas sentidos — e nunca compreendidos.
Assim caminha a maioria: reagindo ao mundo,
como ecos de estímulos que nunca cessam.
Vivem sem perguntar, sem parar, sem olhar,
andando por estradas que não escolheram,
carregando um destino que nunca construíram.
A alma, silenciosa, permanece adormecida,
esperando o instante raro do despertar.
Mas a verdade, crua, insiste em permanecer:
quem não governa a própria mente
torna-se servo das próprias emoções.
Desperte antes que o caos dite seus dias.
Observe o fluxo, nomeie o que sente,
assuma o comando do que é seu por direito.
Pois a vida só começa a existir de fato
quando suas mãos seguram, firmes, as rédeas.