A ponerologia contempla
as sombras escondidas no coração humano,
quando a palavra deixa de ser abrigo
e se transforma em lâmina invisível,
ferindo a dignidade do próximo em silêncio.
“A morte e a vida estão no poder da língua”,
ecoam as Escrituras em Provérbios,
como um alerta atravessando gerações,
pois cada palavra carrega sementes
de cura ou destruição.
Cristo ergue a voz sobre os montes:
“Tudo o que quereis que os homens vos façam,
fazei-o também a eles”,
e assim condena o desprezo,
a injúria e toda violência vestida de fala.
O Código Penal Brasileiro
reconhece na injúria a ofensa à honra,
protegendo juridicamente a dignidade humana,
porque até as palavras
podem tornar-se instrumentos de condenação.
Entre a lei dos homens e a lei do Espírito,
permanece a mesma verdade:
a linguagem nasceu para edificar,
não para destruir a paz, a honra
e a luz que existe dentro do outro.
Cf. Pv 18,21; Mt 7,12; Sl 34,13; Mos 4,30; CPB art. 140.