quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Peso Invisível do Julgamento


As pessoas humanas caminham sob céus silenciosos,
carregando dentro de si pensamentos ocultos,
sementes de luz ou sombras escondidas
que nenhum olhar humano alcança por inteiro,
mas que ecoam diante da eternidade.

As crenças moldam o coração como rios subterrâneos,
alimentando escolhas, desejos e caminhos.
Há quem adore a verdade em humildade,
e há quem construa altares para o próprio orgulho,
esquecendo que toda consciência um dia será revelada.

As palavras também deixam marcas invisíveis,
pois podem curar como bálsamo
ou ferir como lâminas afiadas.
Cada voz lançada ao mundo retorna como testemunha,
trazendo consigo o peso do amor ou da destruição.

As obras acompanham os passos dos mortais,
como sombras inseparáveis ao cair da tarde.
Nenhum gesto de bondade se perde no tempo,
assim como nenhum ato injusto permanece escondido
sob o véu frágil desta existência passageira.

Esta vida mortal é um estado probatório,
uma travessia entre o pó e a eternidade.
Nela, o ser humano aprende, escolhe e semeia,
enquanto o tempo, silencioso e paciente,
prepara cada alma para o encontro definitivo.

Cf. Al 12.