sexta-feira, 15 de maio de 2026

A Santidade da Palavra


Não faleis mal uns dos outros,
pois a língua que fere o irmão
também entristece o céu
e espalha sombras onde deveria haver luz.
Toda palavra nasce primeiro no coração.

Na comunidade dos fiéis,
a maledicência corrói silenciosamente
como ferrugem escondida no altar da convivência.
A calúnia divide amigos,
desfigura rostos inocentes e sufoca a paz.

Cristo chamou sua Igreja para ser abrigo,
não tribunal de rumores e suspeitas.
Quem semeia intrigas entre irmãos
afasta-se da verdade
e transforma comunhão em distância.

Felizes os que vigiam seus lábios,
porque constroem pontes onde havia abismos.
A palavra mansa consola,
o silêncio prudente evita feridas,
e a caridade protege a dignidade do próximo.

Que cada fiel examine sua própria voz
antes de julgar ou acusar alguém.
Pois Deus escuta tanto as orações do templo
quanto as conversas escondidas nos corredores,
e ama os que promovem a verdade e a paz.

Cf. Tg 4,1; D&C 20,54.