Que a comunidade vigie seus próprios passos,
como quem acende uma lâmpada na noite
para não tropeçar nas sombras da língua
nem permitir que o veneno das palavras
faça morada entre irmãos.
Que não floresça a iniquidade escondida
sob o véu da aparência piedosa;
nem o orgulho endureça os gestos,
transformando o abraço em distância
e a fraternidade em muro silencioso.
Que a aspereza não encontre abrigo
na voz que deveria consolar;
pois há palavras que ferem mais fundo
do que pedras lançadas em praça pública,
e há silêncios que salvam mais do que discursos.
Que mentiras, maledicências e calúnias
não caminhem pelos corredores da fé
como sombras disfarçadas de verdade;
porque toda difamação destrói lentamente
o rosto humano refletido diante de Deus.
E que cada alma aprenda a guardar o próximo,
não como juiz, mas como irmão;
para que a igreja permaneça limpa de injúrias,
e o amor seja mais forte que o rumor,
mais eterno que toda injustiça humana.
Cf. D&C 20,54.