quinta-feira, 21 de maio de 2026

O Sacrifício Infinito


Não bastariam cordeiros sobre altares antigos,
nem o sangue dos rebanhos espalhado sobre a terra.
Os séculos clamavam por algo maior,
por uma oferta capaz de alcançar todas as dores
e tocar os abismos escondidos do coração humano.

Não seria homem algum entregue por violência,
nem ave consumida pelo fogo das cerimônias.
O último sacrifício deveria ultrapassar o tempo,
romper os véus da morte e do pecado,
e permanecer eterno como a própria luz de Deus.

Então o Amor caminhou entre os homens,
vestido de humildade e silêncio.
Carregou sobre si as lágrimas do mundo,
as culpas esquecidas, os gritos sufocados,
e transformou sofrimento em redenção.

Na cruz ergueu-se o mistério infinito,
não como derrota, mas como caminho aberto.
O céu inclinou-se sobre a humanidade ferida,
e a misericórdia tornou-se ponte viva
entre o pó da terra e a eternidade.

Agora não há mais necessidade de outros altares,
porque o sacrifício eterno permanece vivo.
Seu amor atravessa gerações e tempestades,
chamando cada alma ao arrependimento e à esperança,
até que toda criação encontre paz em sua presença.

Cf. Al 34,10.