Há caminhos que começam em lágrimas,
quando o coração cansado olha para dentro
e reconhece as próprias sombras.
O arrependimento nasce silencioso,
como chuva fina sobre a terra ressequida.
Quem dobra os joelhos diante da verdade
descobre que o céu não fecha suas portas.
A misericórdia caminha ao encontro do caído,
toca as feridas escondidas da alma
e devolve esperança aos dias perdidos.
Não existe noite eterna para quem retorna.
Mesmo os passos vacilantes são acolhidos
pela compaixão do Deus que espera.
Seu amor não se alimenta de condenação,
mas da alegria de restaurar vidas feridas.
Perseverar é continuar caminhando,
mesmo quando o vento da provação sopra forte.
É guardar a fé em meio às dores,
erguendo os olhos acima das tempestades
e confiando na promessa da salvação.
E no fim da longa estrada da existência,
aquele que permaneceu fiel encontrará paz.
Seus pecados terão sido lavados pela graça,
e sua alma descansará na luz eterna
da misericórdia que jamais abandona.
Cf. Al 32,13; Mt 24,13.