quarta-feira, 13 de maio de 2026

Vestes Lavadas no Sangue


Há caminhos que brilham por fora
mas terminam vazios por dentro.
A salvação nasce no silêncio do arrependimento,
quando o coração reconhece suas sombras
e aprende a voltar-se para Deus.

Guardar os mandamentos
não é carregar correntes sobre os ombros,
mas abrir as mãos para a verdade,
como quem planta luz na própria alma
e colhe paz em meio às tempestades.

Nascer de novo é atravessar águas profundas,
deixar morrer o homem antigo,
erguer-se do batismo com outro olhar,
como terra seca tocada pela chuva
de uma manhã cheia de misericórdia.

Felizes os que lavam suas vestes
no Sangue de Cristo derramado por amor,
pois o orgulho já não encontra morada neles,
nem a inveja lhes consome os passos;
há humildade onde antes havia pedra.

E assim seguem praticando a retidão,
mesmo quando o mundo prefere atalhos.
Cada gesto justo torna-se semente eterna,
cada obra boa acende um pequeno céu,
até que a alma encontre descanso em Deus.

Cf. Al 5; Mt 24,13.