Um pão partido vale mais do que mil palavras ditas ao vento. Fé sem gesto é vela acesa num cômodo fechado: a luz existe, mas ninguém a vê.
O vento sopra, e a fé tremula. Sem o peso das mãos que servem, ela não se sustenta de pé — não é pedra, não é casa, é fumaça que se finge de chama.
A semente não se convence no seco; precisa da terra, da chuva, das mãos que a enterram. Assim a fé desce da boca e aprende o caminho dos pés.
Quem diz: "Eu creio, mas não me movo", tem uma voz sem eco, um eco sem voz, um coração que ainda não encontrou o próprio nome no serviço.
Que a fé, então, se torne gesto, que o gesto se torne vida, e que a vida, inteira, seja a obra que responde — não com palavras, mas com quem fomos quando ninguém olhava.
Cf. Tg 2,17.22.