sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Santos, Sem Mácula


Não pedem perfeição as tuas mãos: pedem que venhas, que te ofereças como quem entra num rio sem saber nadar, confiando na corrente que sustenta.

A graça não é recompensa de fortes, é porto de quem naufragou, é a mesa posta para quem trouxe apenas fome e nada mais tinha a dar.

E há um convênio, mais antigo que o tempo, assinado não com tinta, mas com sangue — o do Cordeiro, derramado para que o vermelho da culpa se apague em branco de neve.

Não negues o que foi derramado por ti: a negação é a única muralha que Deus não derruba — o resto já caiu, já caiu quando ele disse: está feito.

Então deixa-te aperfeiçoar em Cristo, deixa a mancha onde ela é lavada. Santo não é quem nunca caiu, mas quem se levantou e já não reconhece as próprias cicatrizes.

Cf. Morô 10,33.