Que não floresça a injustiça entre os irmãos,
nem cresça o espinho onde deveria haver abrigo;
que cada coração aprenda a semear o bem,
e faça da Igreja um lugar de acolhida,
onde ninguém caminhe sozinho ou sem esperança.
Que não haja aspereza no encontro das almas,
nem palavras que firam como lâminas ocultas;
que a voz seja ponte, e nunca muro,
que o silêncio saiba acolher a dor alheia,
e o perdão encontre morada em cada gesto.
Que a mentira não obscureça a verdade,
nem a maledicência envenene a comunhão;
que os lábios não espalhem aquilo que destrói,
mas anunciem a paz que reconcilia,
e guardem no outro a dignidade de um irmão.
Que a calúnia não encontre ouvidos dispostos,
nem o julgamento se vista de falsa santidade;
pois quem conhece as próprias sombras
não transforma a fragilidade alheia em condenação,
mas estende a mão e oferece misericórdia.
E que a Igreja seja jardim de almas reconciliadas,
onde a verdade floresça sem ferir,
onde a justiça caminhe de mãos dadas com o amor,
e cada irmão, ao contemplar o rosto do outro,
reconheça a presença de Cristo a nos unir.
Cf. D&C 20,54