Havia um povo que não apenas frequentava, mas pertencia — como raízes que não escolhem o solo, mas se entregam a ele em silêncio e verdade.
Eram fiéis, não por obrigação ou aparência, mas porque dentro deles ardia uma chama que não se apaga com o vento do mundo.
Chamavam-se cristãos, não como título vazio, mas como quem veste o próprio coração com o nome que carrega esperança e cruz.
Tomavam sobre si esse nome com alegria, como quem encontra sentido no peso, como quem entende que seguir é também morrer para si e nascer de novo.
E assim viviam, não apenas dizendo, mas sendo — testemunhas de um Cristo prometido, presente em cada gesto de amor que não recua.
Cf. Al 46,15