Eles não venceram com espadas,
nem com gritos de guerra.
A vitória nasceu silenciosa
no Sangue derramado do Cordeiro,
que transformou a Cruz em Trono.
O mundo levantou acusações,
sombras tentaram apagar a Luz,
mas a Verdade permaneceu firme
na palavra simples
do testemunho que não se curva.
Cada cicatriz tornou-se memória viva,
cada lágrima, uma oração escondida.
E mesmo diante da ameaça da noite,
seus corações permaneceram acesos
pela fidelidade que não negocia.
Não se apegaram à própria vida
como quem guarda um tesouro frágil.
Antes, entregaram tudo
como quem confia plenamente
na promessa que não morre.
Assim venceram:
pelo Sangue que Redime,
pela Palavra que permanece,
e pelo Amor que é mais forte que o medo,
mais forte até que a própria morte.
Cf. Ap 12,11.