Não é no olhar alheio
que a alma encontra seu peso verdadeiro,
nem nas palavras que vêm de fora
se constrói aquilo que permanece
quando o silêncio chega.
Há vozes que passam,
como vento que toca e vai embora,
trazendo juízos frágeis,
moldados por histórias que não são as suas,
nem conhecem o chão que você pisa.
Quem vive de espelhos emprestados
se perde na distorção das imagens,
ora grande demais, ora pequeno demais,
sempre refém de mãos
que não sustentam o que dizem.
Mas há um lugar íntimo,
onde nenhuma opinião alcança,
onde a verdade não precisa de aplauso
nem teme o desprezo,
porque simplesmente é.
E é ali, nesse centro quieto,
que a felicidade aprende a respirar,
sem depender de testemunhas,
sem pedir permissão ao mundo,
inteira por existir.