Ouvi o rumor crescer nas sombras,
não como vento, mas como sentença,
nomes lançados ao chão da praça,
verdades torcidas em espetáculo,
e o peso de existir sob julgamento.
A difamação não grita — ela infiltra,
escorre entre olhares e silêncios,
fere a reputação como fogo lento,
e transforma a memória alheia
em tribunal sem defesa.
Por todos os lados, o terror sussurra,
não de armas, mas de palavras,
conspirações tecidas em segredo,
onde mãos invisíveis escrevem destinos
e planejam apagar uma vida inteira.
Há quem faça da mentira estratégia,
e da queda do outro, alimento,
implacáveis no desejo de destruir,
como se a honra fosse descartável
e a dignidade, apenas um detalhe.
Mas mesmo cercado por vozes sombrias,
algo resiste além do ruído,
uma verdade que não se rende,
pois nenhuma trama humana é eterna
diante do tempo que revela tudo.
Cf. Sl 31,13; Jr 20,10. CP Art. 139.