Bem-aventurados os que semeiam paz
em terras cansadas de gritos,
os que escolhem pontes
quando o mundo insiste
em levantar muros entre irmãos.
Há mãos que ferem,
mas há mãos que acolhem.
E Deus reconhece no silêncio do cuidado
aqueles que protegem vidas
sem esperar aplausos ou recompensas.
Façamos aquilo que sustenta o povo,
o pão repartido,
a palavra justa,
o abraço que impede
o coração de cair no desespero.
A paz não nasce da força,
mas da coragem de permanecer humano
quando o ódio tenta endurecer a alma.
Promover a paz é resistir
à tentação de devolver violência.
Felizes os que espalham esperança
pelas ruas feridas do mundo,
porque carregarão no rosto
a luz serena dos filhos de Deus,
e seus passos deixarão sementes de eternidade.
Cf. Mos 29,10. Mt 5,9.