A dúvida chega silenciosa
como vento morno sobre águas profundas,
movendo correntes ocultas no coração humano.
Ela não grita ao entrar,
mas lentamente apaga o brilho da esperança.
A fé, porém, nasce como luz no horizonte,
frágil aos olhos dos homens,
mas forte diante das tempestades invisíveis.
Ela sustenta os passos cansados
e devolve alegria aos que quase desistiram.
Assim como os oceanos aquecidos
alimentam furacões devastadores,
a dúvida alimenta tempestades espirituais
que confundem a mente
e fazem o coração esquecer a paz.
Toda crença é também uma escolha interior,
um movimento secreto da alma em direção à luz.
E quando alguém escolhe cultivar a dúvida,
abre as portas do espírito ao medo
e fortalece as sombras do adversário.
Mas aquele que protege sua fé
ergue muralhas contra os ventos escuros.
Mesmo ferido, continua caminhando,
porque sabe que nenhuma tempestade
é maior que a presença de Deus.