O Grande Espírito desce silencioso
sobre os desertos escondidos da alma,
como vento que não se vê,
mas move as árvores cansadas
e desperta a esperança adormecida.
Ele visita os corações partidos
e recolhe lágrimas esquecidas no chão;
fala sem ruído aos que sofrem,
erguendo os olhos abatidos
para a luz que nunca se apaga.
O Espírito Santo Consolador
caminha entre os homens feridos,
tocando suas sombras com ternura,
como chama divina que aquece
sem consumir a fragilidade humana.
Quando a noite pesa sobre o mundo,
Ele permanece como presença viva,
ensinando o amor aos endurecidos,
e derramando paz sobre aqueles
que clamam em silêncio por socorro.
Ó Grande Espírito que sempre auxilia,
permanece em nossos caminhos incertos;
faz de nós morada da bondade,
para que nossas palavras sejam luz
e nossos gestos revelem o céu.
Cf. Al 19,27.