E agora, filhos do caminho, guardai na memória aquilo que sustenta a alma: não as promessas do mundo, nem as fortalezas erguidas pela vaidade, mas a Rocha eterna que não se move.
Quando os ventos da adversidade se levantarem, e os céus se cobrirem de nuvens pesadas, quando os dardos do inimigo cortarem o silêncio e a tempestade parecer mais forte que a esperança, permanecei firmes sobre o fundamento seguro.
Haverá dias em que o granizo das dores cairá sem aviso, e as ondas da angústia tentarão apagar a luz do coração; mas a casa edificada sobre Cristo não teme o rugido das águas, nem se rende ao poder dos abismos.
A Rocha do Redentor não impede a tempestade, mas impede a queda definitiva. Ela sustenta os pés cansados, fortalece os joelhos vacilantes e recorda à alma que Deus permanece.
Felizes os que constroem sua vida nesse alicerce, pois podem ser sacudidos, mas não destruídos; podem ser provados, mas não vencidos. Sobre Cristo, o Filho de Deus, erguem-se os que não cairão.
Cf. Hel. 5,12.